| Foto: @marcosnunes.fotos |
Corpo
Suas mãos tateiam no escuro
A vontade entre os dois é muito presente
Naquele momento não mais existe passado e futuro
Bocas
Se unem em um bailado quase profano
Com suas línguas se agarrando, lascivas
Performando um ritual quase draconiano
Lábios
Percorrem todas as partes umidificadas
Pela seiva que corre entre seu grande desejo
E lubrifica tudo, até chegar às unhas fincadas
Pele
Que sente todos os toques em suas terminações
Os dedos fazendo caminhos e descaminhos tais
Que desta forma embotam todas as suas ações
Coração
Pulsa com um tônus que eriça seus pelos
Ligando todas as sinapses, deixando-as nervosas
Esquentando tudo, mesmo com certos atropelos
Almas
Que se encontram no momento certo
Em que o clímax se alcança com o acelerar do movimento
Que acaba por deixar seus corpos intrêmulos, decerto.
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